quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aperte o Play na Poesia

Olá leitores/as! Para quem curte e escreve poesias, não pode deixar de participar do Projeto "Aperte o Play na Poesia", desenvolvido pela
/http://www.literaturasuburbana.blogspot.com/ , e incentivado pelo edital de Primeiras Obras do CCJ.
O projeto tem como missão difundir o gênero de "Áudio Poesia"e vai ocorrer da seguinte forma:

- Será criado um site colaborativo (se inscreva e post sua poesias)
- Serão selecionado 30 poetas para gravar suas poesia em nosso Home Estúdio
- Publicação de um "Áudio Book", com esses escritores.
- Distribuiremos mais da metade do material gratuitamente
- Publicaremos um catalogo com todos os poetas e inscritos no Site
- Lançamento dos "Áudio Book" pelos saraus da cidade..
- e muito mais...
 
Vocês obtém mais informações no blog:
 
 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

III Ekán de Axé - Yabás

É dia 21/01, na Rua da Consolação, 1623, das 14h às 19h. Mesa com Kiusam de Oliveira, Erica Teodoro, Dyewá Rosa, Solange de Oyá, e depois da mesa, Samba de Roda com a Nega Duda. Que beleza não! Bora lá!




Elenco para peça "Xangô"

Olá car@s leitores! Recebemos esta mensagem por email de uma amiga. Segue para divulgação para vocês!

"A quem possa interessar,
Fabio Bento procura atores afrodescendentes para Peca - Xango!!!
Necessário cantar e dançar. Contato:
01163115248 ,enviar email com fotos e curriculo para fabiobento@live.com.
Fica a dica e boa sorte!"

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ano novo, Luta nova

Olá caros leitores/as do blog! Iniciamos nossas postagens de 2012 agradecendo a todos/as que leêm o blog e que o divulgam. Também nos desculpamos pela baixa postagem em dezembro. 
 Chamamos a todos/as que quizerem contribuir com o blog divulgando eventos, livros, notícias, filmes, enfim tudo que se relacione com a temática africana e afro brasileira a nos contatar via email ok!

A primeira postagem do ano se refere ao movimento que o Núcleo de Consciência Negra na USP http://www.nucleocn.org/node/6 está desenvolvendo em prol da manutenção de sua sede no campus Butantã. Via Facebook, eles pedem apoio com assinaturas contra a demolição do barracão no qual estão alocados, e por uma oficialização da sede pela Reitoria da USP. Este núcleo possui história de mais de 20 anos dentro da Universidade em prol da ação socio-cultural ligada à cultura negra, contra o racismo. É responsável por um cursinho popular e por atividades desenvolvidas dentro do barracão, que em 21 de dezembro de 2011 quase foi demolido.
Assinem e divulguem por que a luta está acontecendo, contra a impundade que atua na gestão do reitor Grandino Rodas. 

Nota Pública do Núcleo de Consciência Negra na USP (NCN) sobre a tentativa de demolição do seu barracão (05/01/2012)

por Núcleo De Consciência Negra, quinta, 5 de Janeiro de 2012 às 22:47
> Nota Pública do Núcleo de Consciência Negra na USP (NCN)
 sobre a tentativa de demolição do seu barracão (05/01/2012)

No dia 21 de dezembro de 2011, o Núcleo de Consciência Negra na USP (NCN) foi surpreendido por uma tentativa de demolição do barracão onde desenvolve suas atividades no Campus Butantã da Universidade de São Paulo. Por conta disso, o barracão ficou sem fornecimento de água durante um dia e as aulas do seu Cursinho Popular Pré-Vestibular para 2ª fase da FUVEST tiveram de ser canceladas.

A tentativa de demolição aconteceu no período de férias, quando o campus fica praticamente vazio. Esse ataque ao NCN é mais um dos muitos ataques sofridos por aqueles que lutam pela democratização da USP, para que nela estudem jovens negros e da classe trabalhadora e para que o conhecimento gerado seja usado em benefício da sociedade e não do mercado.

O campus Butantã da Universidade de São Paulo possui 7.443.770 m², o que equivale a 1.838 campos de futebol. Apesar disso, a Reitoria da USP não apresentou até o momento uma alternativa de espaço para que o Núcleo de Consciência Negra na USP desenvolva seus projetos políticos e educacionais. A Reitoria quer que o NCN desocupe o barracão onde está localizado, tentando forçar o fim da entidade. Essa ação de repressão está diretamente ligada à criminalização da pobreza e à perseguição aos movimentos sociais dentro e fora dos muros da USP.

Nós, apoiadores e membros do Núcleo de Consciência Negra na USP não desistiremos da luta política histórica em prol da ampliação da diversidade étnico-racial no ambiente acadêmico. Repudiamos a ação truculenta, elitista e, no limite, racista da USP contra o NCN. Não nos calaremos diante de qualquer intervenção contra a organização e a autonomia política dentro da Universidade por ordem unilateral da reitoria ou de outros órgãos da USP, como temos visto acontecer.

O Núcleo de Consciência Negra na USP é uma entidade sem fins lucrativos localizada há 24 anos no campus Butantã da USP e sempre lutou pela implementação de Cotas Sócio-Raciais como meio de reparação histórica ao povo negro brasileiro. Atualmente, a entidade mantém a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, um Cursinho Popular Pré-Vestibular, um Centro de Estudo de Idiomas e oficinas de Teatro e de Comunicação, além de atividades culturais, seminários e palestras sobre a história, as demandas sociais e a cultura afrobrasileira.

Comitê Em Defesa do Núcleo de Consciência Negra na USP

Para assinar a Nota, contate:  nucleodeconsciencianegra@gmail.com
Acesse e adicione-noa no Facebook: www.facebook.com/nucleodeconsciencianegra

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fotos da Instalação Contos sobre Contas

Olá para todos! Sumimos neste fim de mês!Postamos as fotografias tiradas no Sarau da Educação em Osasco, no mês de novembro. Esta instalação foi inspirada no livro infanto- juvenil Minhas Contas de Luiz Antonio, e das belas ilustrações de Daniel Kondo. 
 Esperamos que vocês, leitores fiéis do blog, gostem e inspirem-se também a romper as barreiras da intolerância, unindo fios de contas à rosários e japamalas, e a todas as contas que servem igualmente para proteção e afirmação de fé. 
 No inicio, a encruzilhada, os caminhos...
 A árvore do Tempo e a Cabaça da existência, marcando na História as lutas e resistência dos povos
 As Senhoras: Queria voar como o vento, chorei um rio e o rio virou mar...
 Os Senhores: Queria lutar, me econder na mata, gritei um trovão
 E no fm, queria deitar no colo de meu Pai.
Todos tem direito de exercer sua fé, de carregar seus simbolos, de ser feliz.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sarau da Educação e da Cultura em Osasco- Vozes afro–americanas

Teremos no próximo sábado o Sarau da Educação e da Cultura, que trará este mês como tema “Vozes afro-americanas”. Música, poesia, dança e uma exposição são algumas das atrações.

Décio Vieira, poeta negro, professor na Educafro e escritor no Quilombhoje, estará presente falando sobre seu livro O canto da Diáspora.  O grupo de estudos Pé de Poesia apresenta a instalação Contos sobre Contas, inspirado no livro infanto- juvenil “Minhas Contas”, de Luis Antonio.

O Grupo Ibejis tratá sua linda voz cantando a poesia contida nas músicas populares. A programação conta também com:

 -CIA de Artes Balu;

 - Poema de Solano Trindade e canto do folclore Bantu - Coral Emef Maria Alice Borges Ghion;

- Grupo de capoeira do mestre Okunaré/ Escolinha do Futuro;

- Um grito Negro- Performance CIA Teatro dos Ventos;

- Curtas com Cine Quintal Cultural;

-Grupo de artes cênicas Sebastian.



Prestigiem! Dia 19 de novembro das 19h às 22h.

A entrada é franca, e a coordenação do Sarau fornece certificados para AACC.

Local: Centro de Formação dos Profissionais da Educação.

Av. Marechal Rondon, 263- Osasco Centro-SP.

Tel-91837111-41867317-36519424

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Contos sobre Contas- Exposição e Minicurso


Olá. Para quem já conheceu a obra infanto-juvenil Minhas Contas (releia o post aqui), e estiver próximo à Osasco, não deixem de ir prestigiar a instalação "Contos sobre Contas" inspirada na obra referida. Contando a história das forças dos orixás em cores, objetos e textos, a instalação proprõe dois caminhos, que ora levam ao Orum, ora ao Ayê. 
Para quem não conhece a obra, não percam a mediação de leitura MITOS AFRICANOS e a figura do herói, nos dias 05 e 12 de novembro, das 11h às 15h30, com meia hora de intervalo,GRATUITO. Com emissão de certificado para AACC e estágio cultural. 
Logo mais, postamos as fotos da exposição!
Biblioteca Pública Monteiro Lobato
Av. Marechal Rondon – Centro – Osasco
fone: 3682- 2711/ 36851648.
 

Consciência Negra e Alimentação

Postamos um texto de uma de nossas colaboradoras, Marili Alexandre, que dialoga com o momento pelo qual estamos passando, com relação a lei Nº 992 . Que a reflexão que ela propõe se torne uma reflexão de todos nós. 


  Estamos vivendo um momento muito especial em que se fala em ações positivas para o reconhecimento da importância das raízes africanas para a cultura brasileira e, concomitantemente, vemos tramitar, no Poder Legislativo, projetos de leis que cerceiam a liberdade dos rituais das religiões afrobrasileiras.
 Forças opostas com interesses semelhantes se mobilizam , pois não há dúvida que o interesse em comum é o PODER , e que , a manipulação de preconceitos será sempre o caminho mais curto para a fragilização da força do concorrente ao voto, à cadeira, ao espaço público, à influência que se quer exercer.
 Quando a questão é ritual então, nem se fale, pois entramos no território da FÉ .
 Assim, para melhor esclarecer a questão dos rituais do candomblé e da umbanda , religiões fundamentadas em matriz africana, eu gostaria de levá-los a uma reflexão quanto aos rituais mais polêmicos, aqueles que são entendidos como "sacrifícios de animais".
 Respirar, alimentar-se, hidratar-se são necessidades básicas para manutenção da vida.
 Todos os seres vivos fazem isso todos os dias , senão estariam mortos.
 A questão tão controversa de que estamos falando, não é a alimentação em si, mas a alimentação com consciência da VIDA E DA MORTE, e as respostas que cada um encontra na sua FÉ  para enfrentar o MISTÉRIO , o PATHOS SOCIAL , ou seja : de onde eu vim?,  por que estou vivo? para onde vou quando morrer? . 
 Em todas as religiões, os rituais se estabelecem para acalmar e dar conforto ao ser humano diante da experiência da dor e da consciência da morte.
 Não raro, estes rituais estão ligados à ALIMENTAÇÃO, que sempre estará  associada à experiência de conforto e sensação de prazer desde os primeiros instantes da vida de cada um.
 Veja o ritual da missa da Igreja Católica Apostólica Romana . É um ritual ligado à alimentação do corpo e da alma.  
 Analisem : as pessoas se reunem à mesa da comunhão , é um banquete onde Cristo é o cordeiro que foi sacrificado para a Salvação de todos que seguirem seu caminho, é a representação ritual da última ceia de Jesus, onde ele dá seu corpo como pão e seu sangue como vinho para alimentar a FÉ e a confiança na vida eterna dos fiéis. Para todo cristão, nesse momento, Cristo sacrificado está presente como promessa da vida após a morte.
 E quantos outros rituais levam os fiéis ao banquete, à festa em que o SACRIFICIO DE UM propicia A VIDA PARA TODOS ?
  São momentos em que a ALIMENTAÇÃO deixa de ser um ato mecânico de satisfação de uma necessidade pessoal para se transformar em ATO DE FÉ , portanto ligado ao SAGRADO.
 Pense, referido ato não é diferente do de sentar-se à mesa em um restaurante e fazer o seu pedido, ou mesmo na sua casa, ou numa churrascaria para se alimentar ?
 Ao ir ao supermercado e comprar carne , frango, peixe... As pessoas questionam como aquele pedaço de baby beef chegou até ali? 
 Quantos se preocupam com as condições em que os animais e aves foram criados para dar lucro aos criadores, quantos questionam as formas com  que foram abatidos ?
 Comer , alimentar-se é, no dia a dia,  no máximo um ato social, uma forma de reunir-se para comemorar algo, sem preocupações.
 A própria ídeia de morte é ignorada e as pessoas procuram viver afastando-se da única verdade que conhecemos.
 A maneira como o alimento chega ao nosso prato, então!?  Parece meio mágica, tão longe está do dia a dia.    Basta ir ao supermercado e ter dinheiro para comprar que estaremos alimentados.
 Preparar a comida também está se tornando cada vez mais um ato automático, sem a consciência da importância do ato em si. 
 Ao preparar os alimentos,  podem-se acrescentar intenções de carinho, laços de afeto; as misturas podem e devem ser harmônicas para trazer saúde, e as preces e orações podem  fazer a diferença entre o valor simplesmente nutricional e o valor espiritual que o alimento servido terá para quem dele se alimentar.
 Nos terreiros de umbanda e roças de candomblé o alimento é sagrado e faz parte de rituais festivos. Durante os rituais, reconhece-se a LEI NATURAL DA VIDA, ou seja, o que acontece a todo momento na NATUREZA, na cadeia alimentar:  o sacrifício de um para que o outro tenha alimento.
 Apenas , como já disse antes,  por posturas religiosas, o candomblecista reconhece o sacrifício do animal que se tornará  alimento e vida para a comunidade, agradece por isso, louva o sacrifício, reza a carne , o que a torna consagrada para trazer saúde, força e equilibrio. Esse é o ritual praticado nas roças de candomblé e casas onde se seguem as tradições religiosas de origem africana.
 Nesses locais,  não apenas a carne é rezada e faz parte do ritual da VIDA;  as folhas, flores, frutos, cascas e raízes também o são, porque são reconhecidamente seres vivos,TÊM VIDA, TÊM AXÉ, e estão sendo sacrificados para trazer a harmonia e bem-estar físico e espiritual ao ser humano.
 A água também é objeto de rituais pois não há VIDA sem a água da chuva, dos rios, dos poços, dos açudes, do mar, sem o sereno, sem as nuvens . Ela deve ser coletada para os rituais de limpeza do corpo, da casa, dos objetos consagrados e,portanto, deve estar pura, limpa.
 Não existe ritual de candomblé e umbanda sem a manifestação de louvor e respeito à Natureza e aos seres viventes.
 Espero não ter me estendido demais. Estou grata pela oportunidade de compartilhar com vocês essa questão que tanto me mobiliza : o sagrado no profano.
 
Abraços renovados ,
 
Marili  Alexandre.

Minicurso: A diáspora Africana e a formação das musicalidades afro-brasileiras

Minicurso: A DIÁSPORA AFRICANA E A FORMAÇÃO DAS MUSICALIDADES AFRO-BRASILEIRAS NOS SÉCULOS XIX E XX

Descrição:


O curso tem por objetivo dar visibilidade a alguns dos processos de gênese das musicalidades afro-brasileiras no contexto da diáspora africana nas Américas, rediscutindo os papéis tradicionalmente destinado a estas musicalidades no vasto panorama de narrativas sobre a história da música brasileira. Assim pretende-se desconstruir criticamente uma série de mitos e preconceitos sobre a contribuição das matrizes musicais africanas na formação das culturas brasileiras, como por exemplo, aquele que situa apenas como rítmico o aporte africano para a constituição de nossa música popular. Por meio da análise da iconografia dos séculos XVIII e XIX e do exercício critico da escuta, o curso oferecerá algumas balizas para que os alunos possam acercar-se de outras possibilidades de olhar sobre o legado musical africano em nosso país.

Apresentação:
Rafael Galante é músico percussionista e Historiador formado pela Universidade de São Paulo onde realizou as seguintes pesquisas no âmbito de sua Iniciação Científica: “Matrizes Africanas na formação da Música Popular Carioca (1870-1930)” e “O Rio de Janeiro e as sociabilidades afro-brasileiras: transformações do espaço urbano em sobreposições cartográficas”. Atualmente desenvolve junto a mesma universidade a seguinte pesquisa de mestrado: “A Cupópia da Cuíca: Tambores de Fricção nas musicalidades do Atlântico Negro (Sécs. XIX e XX)”. É também integrante do Coletivo Roda Gigante, grupo que por meio do diálogo entre o choro e demais ritmos afro-brasileiros como o samba, o ijexá e o baião, explora novas possibilidades para a música instrumental brasileira feita em roda. Desde meados de 2011, o coletivo vem numa temporada de residência artística, quinzenalmente aos domingos, na Casa do Núcleo.

Duração:
Curso de 6 horas de duração a ser realizado em um único dia (sábado)

Público Alvo:
Educadores, músicos, historiadores, pessoas ligadas as ciências humanas e as artes, interessados em geral.

Sábado, 26 Nov| 11 às 18h |r$ 40

Endereço
Rua Padre Cerda, 25 – Alto de Pinheiros
São Paulo, SP | 05448-050

Contato e informações:

Infos e Reservas
+55 11 3032 8401/ 3815 9714
casadonucleo@gmail.com
www.casadonucleo.com.br

Como chegar
Metrô mais próximo (1,6km): Vila Madalena
Ônibus desde o Metrô:
Rio Pequeno
Av. Pompéia: Lapa 828P
Ou caminhe por 20min.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

"1ª Caminhada de Cultura de Paz contra a Intolerância Religiosa"


Para todos e todas que, independente de crenças religiosas, guardam na fé o elo em comum de buscar paz e harmonia. Esperamos por todos vocês! 
Dia 15 de novembro, saindo do vão livre do MASP às 13hs.

Eduardo Brasil-Portal do Candomblé e as seguintes organizações:
Conem/Uarab/ Intecab/SP/ Cenarab/ Fenorixa/
Fiutcab/ Indrab/ e organização do FOESP
Forum de Sacerdotes e Sacerdotisas de Matriz Afrobrasileira.